Idruk Nalya

trevas

O mar foi profanado.

As ondas cessaram.

Não há mais marola.

Não há mais espuma.

As marés não existem mais.

A água está amarga e venenosa como a lágrima.

Na praia não há vento nem calor, só o espanto.

Nunca mais risos de crianças brincando na areia; a areia agora é mármore frio.

Nunca mais a brisa.

Nunca mais o pôr do sol.

Jamais o amanhecer.

Tudo morto…

Tudo largado…

Estirado na desolação e no assombro.

NADA nunca mais virá do mar.

A esperança morreu.

O amor fracassou.

E nem o fim nos basta mais.

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