A Caveira e a Rã

caveira e rã

Às vezes,

sou levado de volta lá,

sinto o sol bater firme na minha cara;

a garganta ficar seca daquele deserto amarelo.

A cidade dourada de antigas pedras que desenham torres de catedrais.

E o peso do mundo no meu peito num caminho de contrição e ânsia de vômito que nunca acabará.

Sempre o retorno ao que não foi.

Ao passado que morreu antes de existir.

E juntas a caveira e a rã gritam:

“NÃO!

O sal daqui é a morte. É só o que levará os teus olhos”.

Rêmulo Vaney Carrozzi

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